Pesquisa Renctas/Ibope

Period: Released May 2005

Poll Reveals Brazilians’ Stance on the Environment

In a press conference held this morning in Brasília, Renctas released the figures of a poll it has ordered to IBOPE – Brazilian Institute of Public Opinion and Statistics. The primary purpose of the poll was to identify the Brazilian citizen’s stance on the Country’s main environmental concerns.

Carried out on April/2005 among several social segments the poll revealed some surprising aspects. According to 75 percent of the Brazilian population, Brazil is under the risk of being invaded by a rich country because of its immense environmental riches. This has been the unvarying opinion of all social classes in all regions within all age groups. Only 19 percent of the Brazilian population thinks Brazil is safeguarded from nations that may be casting covetous eyes on the Country’s natural resources.

Figures also showed that 84 percent of the society is aware that either buying or keeping wild animals in captivity, without the origin certificate, is a crime provided for in the Brazilian legislation. Only 11 percent is unaware of the legislation. According to Renctas Coordinator-General Dener Giovanini, this information reflects the efficacy of educational campaigns on the theme: “We are very pleased with these outcomes for we do have accomplished our work. It shows that information have reached everyone. The government shall now intensify the repression against the traffickers”, replied the environmentalist.

Amazingly, the poll found out that 30 percent of the Brazilian population have or have had a wild animal at home. This means that nearly 60 million animals have been poached from nature to supply this trade. Parrots, tamarins and birds in general are among the most wanted animals. However, 70 percent of the Brazilian population disapproves such practice.

The poll also found out that citizens are not confident in environmental NGOs. Only 30 percent are somewhat confident in these organizations. Fifty-seven percent said NGOs’ work is not entirely trustworthy. Fourteen percent did not respond or didn’t want to opine. Also participating in the press conference, the rapporteur of the Parliamentary Inquiry Commission on Biopiracy, Deputy José Sarney Filho, stated that “this is an outstanding fact that deserves a profound analysis on the part of the environmental NGOs for it shows the urgent need to improve the communication among these organizations and the Brazilian society. I think that, perhaps, the misbehavior of some few entities is adversely reflecting upon the wide majority of serious and competent organizations.”

Another negative information is the image the population has of the country when it comes to the preservation of natural resources. For the larger majority – nearly 70 percent – Brazil is a country that does not respect the environment. In spite of such negative point of view, 71 percent of the population declared their willing to pay more for a determined product since this additional revenue would be destined to fostering environmental projects. And again the poll revealed another amazing information: even amid low-income populations, earning up to the minimum wage, the number of people who would pay more for an environmental-friendly product is significantly high. According to Deputy Mendes Thame, the poll showed the Country that “despite the number of environmental difficulties faced, the Brazilian population is willing to contribute to the environmental preservation; which, doubtlessly, represents the Country’s main weapon to become a world reference in the area.”

foto_01 foto_02 foto_03 foto_04

Learn more:

01-IBOPE-en

02-IBOPE-en

03-IBOPE-en

04-IBOPE-en

05-IBOPE-en

06-IBOPE-en

07-IBOPE-en

Período de execução:

Divulgada em maio de 2005

Pesquisa inédita revela o que o brasileiro pensa sobre o meio ambiente

Foi divulgada na manhã de hoje, em entrevista coletiva realizada em Brasília, os números de uma pesquisa nacional encomendada pela Renctas – rede nacional de combate ao tráfico de animais silvestres ao IBOPE – instituto brasileiro de opinião pública e estatística. O principal objetivo da pesquisa foi identificar a opinião do cidadão comum sobre as principais questões ambientais do país.

Realizada no mês de abril em 143 municípios e investigando diversos segmentos sociais, a pesquisa revelou algumas surpresas. Para 75% dos brasileiros, o Brasil corre o risco de ser invadido por um país rico devido as suas imensas riquezas naturais. Essa opinião foi homogênea em todas as classes sociais, regiões e idades. Somente 19% da população acha que o Brasil está livre dessa cobiça internacional.

Os números também revelaram que 84% da sociedade sabe que comprar ou manter animais silvestres em cativeiro, sem comprovação da origem do animal, é um crime previsto em lei. Somente 11% da população afirmou desconhecer a legislação. Para o Coordenador Geral da Renctas, Dener Giovanini, esse dado reflete a eficiência das campanhas educativas sobre o tema. “Nos sentimos bastante satisfeitos com esse resultado, pois fizemos a nossa parte. Ele mostra que a informação chegou para todos. Agora é necessário que o governo intensifique a repressão sobre os traficantes”, afirmou o ambientalista.

Um dado surpreendente foi o número de pessoas que afirmaram que tem ou que já tiveram um animal silvestre em casa, cerca de 30% da população brasileira. Isso significa que pelo menos 60 milhões de animais silvestres saíram da natureza para alimentar esse comércio. Entre os animais mais citados estão os papagaios, pássaros em geral e micos. 70% da população condenam essa prática.

A pesquisa também mostrou que é baixo o nível de confiança do cidadão nas Ongs ambientais. Apenas cerca de 30% tem algum tipo de confiança. Para 57% da população, o trabalho das ongs ambientalistas é pouco confiável. 14% não soube responder ou não quis opinar. O relator da CPI da Biopirataria, Deputado Sarney Filho, que participou da coletiva, juntamente com o presidente da comissão, deputado Mendes Thame, afirmou que “esse é um fato muito relevante, que precisa ser analisado com profundidade pelas ongs ambientalistas, pois mostra que há uma necessidade urgente de se aprimorar os canais de comunicação entre essas organizações e a sociedade. Penso que talvez o comportamento errado de umas poucas entidades estejam refletindo negativamente sobre uma ampla maioria de organizações sérias e competentes”.

Outro dado negativo foi a imagem que a população tem do país quando se trata da preservação dos recursos naturais. Para a grande maioria, cerca de 70%, o Brasil não é um país que respeita o meio ambiente. Esse pessimismo não impede que 71% da sociedade esteja disposta a pagar um pouco mais caro por um produto se parte dos lucros obtidos forem destinados à projetos ambientais. Neste quesito a pesquisa revelou mais um dado surpreendente: mesmo entre a população de baixa renda, que ganha até um salário mínimo, é alto o número de pessoas que pagariam um pouco mais caro por um produto ambientalmente responsável. Para o deputado Mendes Thame, essa pesquisa mostrou ao país que, “apesar das inúmeras dificuldades que enfrentamos na área ambiental, o povo brasileiro está disposto a dar sua contribuição para a preservação do meio ambiente, e isso é sem dúvida, a principal arma que o Brasil dispõem para se tornar uma referencia mundial nesta área”, concluiu.

foto_01 foto_02 foto_03 foto_04

Saiba mais:

01

02

03

04

05

06

07

Deixe uma resposta